Prostatite recorrente
04-02-2026 10:55Como pode um homem contrair esses protozoários que vão causar a prostatite recorrente?
A prostatite recorrente associada a protozoários é mais comum do que se pensa e, na prática clínica, é frequentemente subdiagnosticada. A razão é simples: estes microrganismos não aparecem nos exames urológicos de rotina e sobrevivem bem em ambientes inflamatórios crónicos.
De forma clara e prática, um homem pode contrair protozoários associados à prostatite através dos seguintes mecanismos:
1. Transmissão sexual (a via mais frequente)
Alguns protozoários são sexualmente transmissíveis, sendo o mais conhecido o Trichomonas vaginalis.
Pode acontecer:
· relações sexuais desprotegidas
· parceiros assintomáticos (muito comum nas mulheres)
· reinfecção repetida pelo mesmo parceiro
Importante:
Muitos homens não apresentam sintomas agudos, mas o protozoário pode instalar-se na uretra, próstata e vesículas seminais, dando origem a prostatite crónica recorrente meses ou anos depois.
2. Infecções intestinais com migração secundária
Protozoários intestinais como:
· Giardia lamblia
· Entamoeba histolytica
· Blastocystis hominis
podem:
· causar disbiose intestinal crónica
· aumentar a permeabilidade intestinal
· activar inflamação sistémica
Através de:
· contaminação fecal-oral
· higiene deficiente
· água ou alimentos contaminados
Embora estes protozoários não “infectem” directamente a próstata, criam o terreno inflamatório e imunitário que facilita a colonização prostática por outros agentes e a manutenção da prostatite.
3. Contaminação urinária ascendente
Protozoários presentes:
· na uretra
· na bexiga
· na zona perineal
podem subir até à próstata através do refluxo urinário prostático, especialmente quando existe:
· HBP (próstata aumentada)
· esvaziamento incompleto da bexiga
· inflamação prévia da próstata
Este mecanismo explica porque homens com próstata aumentada e inflamada têm maior risco de prostatite recorrente.
4. Sistemas imunitários comprometidos
Mesmo protozoários de baixa patogenicidade podem tornar-se problemáticos quando existe:
· défice de zinco
· stress crónico
· inflamação sistémica
· disbiose intestinal
· uso prolongado de antibióticos
Nestes casos, o organismo não consegue erradicar totalmente o protozoário, permitindo a sua persistência nos tecidos prostáticos.
5. Biofilmes e infecções “silenciosas”
Protozoários podem:
· integrar biofilmes microbianos
· coexistir com bactérias e fungos
· escapar à acção de antibióticos convencionais
O resultado é:
· exames negativos
· sintomas persistentes
· múltiplas recaídas
Isto explica muitos casos de prostatite classificados como “não bacteriana”, quando na realidade existe um componente parasitário oculto.
O ponto-chave que muitos homens ignoram
A prostatite recorrente raramente é um problema isolado da próstata.
Ela está associada a:
· intestino inflamado
· imunidade enfraquecida
· congestão prostática
· terreno biológico favorável à persistência de microrganismos
Por isso, tratar apenas o microrganismo raramente resolve o problema de forma duradoura.
Onde o SSP3-Forte entra nesta equação
Embora não seja antiparasitário, o SSP3-Forte:
· reduz inflamação prostática
· melhora drenagem e congestão
· fortalece o “terreno” da próstata
Isto dificulta a sobrevivência e recorrência dos protozoários após tratamento específico.
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